14/10/2010
Escola Dinâmica participa de exposição nas Faculdades ASSESC sobre lançamento do programa E- LIXO
Meta Reciclagem e CDI-SC participam do esforço conjunto no recolhimento do lixo eletrônico
As Faculdades ASSESC, em conjunto com o Projeto Meta Reciclagem e o CDI – SC (Comitê de Democratização da Informática de Santa Catarina), lançaram no mês de outubro de 2010 o Programa E-Lixo.
A partir desta iniciativa, todo o lixo eletrônico produzido pelas Faculdades ASSESC – em especial resíduos resultantes da obsolescência dos equipamentos eletrônicos serão encaminhados ao CDI-SC para reaproveitamento.
Tais resíduos, descartados habitualmente em lixões, constituem-se num sério risco para o meio ambiente, pois possuem em sua composição metais pesados altamente tóxicos, tais como mercúrio, cádmio, berílio e chumbo. Em contato com o solo, estes produtos contaminam o lençol freático; se queimados, poluem o ar. Além disso, causam doenças graves em catadores que sobrevivem da venda de materiais coletados nos lixões.
Para divulgar junto à comunidade acadêmica o lançamento do Programa E-Lixo, as Faculdades ASSESC promovem durante o mês de outubro exposição que reúne diversos artistas e instituições – dentre elas a Escola Dinâmica – com o objetivo de mostrar de que forma o lixo eletrônico pode ser reaproveitado de forma criativa.
A Escola Dinâmica levou para a exposição os trabalhos do Projeto Reciclar, ganhador do Selo escola Solidária do MEC, em conjunto com a UNESCO. São peças utilitárias e decorativas feitas com papel reciclado produzido pelos alunos da escola e decoradas com os resíduos do próprio material utilizado pelos alunos como pequenos pedaços de papel colorida, restos de fita e tecidos, canudinhos coloridos e outros que sobram ao final dos projetos realizados na escola.
Os Projetos beneficiados com a coleta são:
Projeto Meta Reciclagem
Realizam coleta e recebem entregas.
R. Graciliano Manoel Gomes, 1328 - Ingleses /Florianópolis – SC
(48) 9998 3389 / 84062839 e (48)33690478
CDI – SC (Comitê para Democratização da Informática)
Contato para doação de resíduos eletrônicos e informações sobre o tema.
Endereço eletrônico: dir.tecnica@cdisc.org.br e www.cdisc.org.br
(48) 9983 4996
Saiba mais:
E-LIXO: O QUE É ISSO?
Todos os dias, milhares de aparelhos e equipamentos eletrônicos - como Ipods, TVs, computadores e outros - são substituídos, pois tornaram-se obsoletos, aos olhos de seus donos. Isto acontece devido à velocidade com que novos aparelhos são lançados e novas tecnologias que surgem, num processo planejado que visa obrigar o consumidor a substituir seus aparelhos, na maioria das vezes ainda funcionando, por novos, contribuindo para o aumento do chamado lixo eletrônico ou sucata eletrônica.
Podemos definir como LIXO ELETRÔNICO, ou E.LIXO, tudo o que é proveniente de equipamentos eletro-eletrônicos, incluindo aparelhos celulares, computadores, impressoras e periféricos.
Não se sabe a quantidade exata de lixo eletrônico existente no Brasil. Porém, segundo a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, o número de aparelhos celulares em uso chega à marca de 130,5 milhões de unidades e a de computadores, nas empresas e residências, de 50 milhões de aparelhos que muito brevemente ficarão obsoletos e serão substituídos por equipamentos mais modernos.
Sob o ponto de vista ambiental, o lixo eletrônico se configura em um grave problema, desde a sua produção até o seu descarte. Para serem produzidos, os computadores e outros aparelhos consomem uma enorme quantidade de recursos naturais, água e energia. Como exemplo, podemos citar o consumo de água para se produzir um único laptop: 50.000 litros de água! Se considerarmos que a vida útil desses equipamentos é muito curta (tempo de vida médio de um computador: 3 a 4 anos; tempo de vida médio de um aparelho celular: 1 a 2 anos), é possível avaliar a quantidade imensa de lixo que o descarte de eletrônicos significa, e que tende a piorar cada vez mais com o passar dos anos. Porém, o pior fator de poluição do chamado e.lixo é seu conteúdo: fazem parte de sua composição diversos metais pesados – como o chumbo, o cádmio, mercúrio – e vários outros elementos tóxicos. Por isso, é considerado um resíduo perigoso e precisa de tratamento adequado pois, se não for destinado da forma correta, pode causar sérios danos à saúde humana, bem como ao meio ambiente.
A preocupação com o lixo eletrônico fez surgir a idéia do “Green Computing”, que inclui a inserção do conceito de preservação ambiental em todo o ciclo de vida dos aparelhos e que tem como ponto fundamental a participação de todos os segmentos envolvidos na sua produção, uso e descarte.
Seguindo essa linha, cabe às empresas produtoras levar em conta a questão ambiental na seleção dos materiais usados em sua fabricação, definir formas e processos de produção menos poluentes, planejar o design do produto de forma a facilitar o reaproveitamento, inserir no produto ferramentas que permitam ao usuário utilizá-lo com menor gasto de energia e assim por diante.
Cabe ao poder público legislar de forma a coibir abusos, fiscalizar o cumprimento das normas e proteger a população contra ameaças e desastres ambientais.
Quanto ao público consumidor, seu papel é usar critérios ambientais para definir desde a escolha do equipamento até o destino do produto, ao descartá-lo.
FIQUE PREOCUPADO!
Segundo o Greenpeace, o lixo eletrônico no mundo é da ordem de 50 milhões de toneladas por ano (dados de 2008). Se colocássemos esse material em vagões, o “trem” daria a volta na Terra.
A maior parte dos 315 milhões de computadores que foram descartados no mundo, entre 1997 – quando começou a popularização desses equipamentos - e 2004, foi parar em aterros sanitários (dado MIT – 2009).
No Brasil são jogadas no lixo, anualmente, 1.200 milhões de pilhas, sendo 800 milhões produzidas legalmente e 400 milhões importadas ilegalmente (as pilhas ilegais possuem teores muito mais altos de metais pesados e outros contaminantes).
No mundo estão em uso cerca de 4 bilhões de celulares e 2 bilhões de computadores.
A utilização de computadores emite CO2, gás de efeito estufa. Os “datacenters” do mundo são responsáveis pela emissão de 2% de todo esse gás gerado no planeta
Fonte: Instituto Gea
Fonte: Marketing Dinâmica
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